Historiador e cientista social morre aos 70 anos, deixando um legado inestimável de preservação da identidade cultural da região
A cidade de Blumenau amanheceu em luto oficial nesta terça-feira após a confirmação do falecimento do historiador Adalberto Day, ocorrido na noite de segunda-feira (15). Aos 70 anos, Day enfrentava uma dura batalha contra o câncer, mas não resistiu às complicações da doença. Reconhecido como um dos maiores pesquisadores da história local, ele dedicou décadas de sua vida a catalogar e divulgar fatos que ajudaram a construir a identidade do Vale do Itajaí, especialmente do bairro Garcia, onde cresceu e se tornou uma figura emblemática.
O trabalho de Adalberto foi marcado pela democratização da informação. Por meio de seu blog pessoal, que se tornou uma das maiores fontes de consulta para jornalistas, acadêmicos e curiosos, ele compartilhava fotos raras, registros esportivos e crônicas cotidianas com uma generosidade singular. Nas palavras do prefeito Mário Hildebrandt, que decretou luto de três dias, a perda é imensurável: “Todos perdemos com a morte de Adalberto Day. A história de Blumenau vive um dia triste. Um homem que se dedicou a manter viva a história de Blumenau e tornou-se referência para todos”.
Nas redes sociais, a comoção foi imediata entre familiares, amigos e admiradores. Sua esposa, Dalva Day, emocionou o público com uma mensagem de despedida que ressalta a trajetória do companheiro. “Beto partiu para sua última viagem, para o lado de seus pais e todos os seus ancestrais. Até mais, meu amor eterno”, escreveu ela. Além de sua contribuição intelectual, Day era conhecido pela simpatia e pelo entusiasmo com que atendia a qualquer pedido de auxílio sobre o passado blumenauense, nunca guardando o conhecimento apenas para si.
O velório e a cerimônia de despedida foram realizados no Cemitério São José, no Centro de Blumenau. Adalberto Day deixa esposa, duas filhas, netas e um vasto arquivo digital que permanece como testemunho de sua paixão pela cidade. Sua partida deixa um vazio na historiografia catarinense, mas, como reforçado pelas autoridades locais, seu legado de amor por Blumenau e pela preservação da memória "jamais será esquecido", garantindo que as futuras gerações ainda possam beber da fonte de conhecimento que ele tão cuidadosamente cultivou.








